A próstata é uma glândula que só o homem possui e que se localiza na pelve. Ela é um órgão muito pequeno, tem o tamanho de uma noz e se situa logo abaixo da bexiga e à frente do reto. A próstata envolve a porção inicial da uretra, tubo pelo qual a urina armazenada na bexiga é eliminada. A próstata produz parte do sêmen, líquido espesso que contém os espermatozóides, liberado durante o ato sexual.

No Brasil, o câncer de próstata é o mais comum entre os homens. Nos Estados Unidos também, e são esperados mais de 180mil casos novos da doença, representando 21% de todos os tumores malignos nos homens. e quase 30mil mortes decorrentes de câncer de próstata.

É considerado um câncer da terceira idade, já que cerca de três quartos dos casos no mundo ocorrem a partir dos 65 anos. Contudo, são as pessoas com mais de 10 anos de expectativa de vida, e portanto não os mais velhos, que têm benefício do diagnóstico precoce e do tratamento do câncer de próstata. 

 A maioria dos tumores de próstata têm crescimento lento e não ameaçam a saúde do homem. Entretanto, muitos desses tumores crescem de forma rápida, espalhando-se para outros órgãos e podendo levando à morte. Nos Estados Unidos, o câncer de próstata mata anualmente quase 30mil homens, sendo o segundo tumor que mais mata.

Estimativa de novos casos: 61.200 (2016 - INCA)

Número de mortes: 13.772(2013 - SIM)

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Prevenção

Já está comprovado que uma dieta rica em frutas, verduras, legumes, grãos e cereais integrais, e com menos gordura, principalmente as de origem animal, ajuda a diminuir o risco de câncer, como também de outras doenças crônicas não-transmissíveis. Nesse sentido, outros hábitos saudáveis também são recomendados, como fazer, no mínimo, 30 minutos diários de atividade física, manter o peso adequado à altura, diminuir o consumo de álcool e não fumar.

A idade é um fator de risco importante para o câncer de próstata, uma vez que tanto a incidência como a mortalidade aumentam significativamente após os 50 anos.

Pai ou irmão com câncer de próstata antes dos 60 anos pode aumentar o risco de se ter a doença de 3 a 10 vezes comparado à população em geral, podendo refletir tanto fatores genéticos (hereditários) quanto hábitos alimentares ou estilo de vida de risco de algumas famílias. 

Sintomas

Em sua fase inicial, o câncer da próstata tem evolução silenciosa. Muitos pacientes não apresentam nenhum sintoma ou, quando apresentam, são semelhantes aos do crescimento benigno da próstata (dificuldade de urinar, necessidade de urinar mais vezes durante o dia ou a noite). Na fase avançada, pode provocar dor óssea, sintomas urinários ou, quando mais grave, infecção generalizada ou insuficiência renal.

Tratamento

Para doença localizada, cirurgia, radioterapia e até mesmo observação vigilante (em algumas situações especiais) podem ser oferecidos. Para doença localmente avançada, radioterapia ou cirurgia em combinação com tratamento hormonal têm sido utilizados. Para doença metastática (quando o tumor original já se espalhou para outras partes do corpo), o tratamento de eleição é a terapia hormonal.

A escolha do tratamento mais adequado deve ser individualizada e definida após discutir os riscos e benefícios do tratamento com o seu médico.

Detecção precoce

Hoje existem evidências de grandes estudos (ERSPC) que sugerem que o diagnóstico precoce de câncer de próstata reduz a mortalidade por este tumor, quando comparado às pessoas que não fizeram a "prevenção" (rastramento). Contudo, a prevenção realizada como é hoje vai mudar. Nem todos os homens são candidatos a fazerem a prevenção. Homens com expectativa de vida inferior a 10 anos não devem ser pesquisados em relação ao câncer de próstata quando não tem sintomas. Isto inclui idosos com mais de 75 anos e homens com muitas outras doenças, cuja gravidade supera um câncer de próstata (por ex.: outros tumores, cardiopatias graves, doença renal crônica severa, demências, doença vascular cerebral, etc.). Além disto, os pacientes devem ser informados quanto aos benefícios e às complicações do tratamento do câncer de próstata, antes de se iniciar a prevenção.

Diagnóstico

 Achados no exame clínico (toque retal) combinados com o resultado da dosagem do antígeno prostático específico (PSA, na sigla em inglês) no sangue podem sugerir a existência da doença. Nesses casos, é indicada a biópsia prostática. O diagnóstico de certeza do câncer é feito pelo estudo histopatológico do tecido obtido pela biópsia da próstata. O relatório anatomopatológico deve fornecer a graduação histológica do sistema de Gleason, cujo objetivo é informar sobre a provável taxa de crescimento do tumor e sua tendência à disseminação, além de ajudar na determinação do melhor tratamento para o paciente.

fonte: INCA, NCCN, Cancer Facts and Figures

 

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